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Notícias Recreativas e Culturais
Data: 2005-05-17
Finalmente, toda a verdade: Diário de Bordo de Alfredo Mercúrio.

Diário de Bordo de Alfredo Mercúrio

24 de Abril, do Ano da (des) Graça de 2005

No dia 15 de Abril último, decorreu a estreia mundial da equipa de basquetebol da Associação dos Antigos Estudantes da Universidade do Minho contra a equipa de veteranos da Associação Recreativa e Cultural Santo Cristo, de Torre de Moncorvo, capital transmontana do basquetebol.

Devido à diferença horária entre Braga e Torre de Moncorvo, programou-se a partida para as 9h30 da manhã. Como devem calcular, esta hora muito madrugadora não dava nenhum jeito para quem vinha directamente da desbunda do BA, sendo obrigado a passar por casa para levar, pelo menos, a escova de dentes para o fim de semana. Exceptuando o atraso do Bragança “Maré Negra” devido a problemas de logística relacionados com a maquilhagem matinal, toda a gente cumpriu o horário previsto.

A viagem para Torre de Moncorvo decorreu na melhor disposição e sem precalços de maior, ou seja, ninguém sofreu muito com a ressaca da noite anterior. Chegados ao destino, nada melhor do que um almoço à maneira para matar os demónios gregorianos instalados dentro de nós e que teimavam em abandonar o corpo. Como não podia deixar de ser, a água foi predominante na refeição. Salvou-se o heróico Paulo Margas que se aventurou num tinto para não quebrar a tradição.

Passeio pela vila para descontrair com a visita a alguns locais emblemáticos e a hora do jogo aproximava-se. O nervoso miudinho começava a tomar conta de nós. Sempre era a estreia mundial há muito esperada. Com este primeiro jogo começávamos a ver as portas da NBA abertas para todos aqueles que desejam esta época a melhor de sempre! O adversário era uma incógnita... Sabíamos antecipadamente que tinha, pelo menos, três jogadores a disputar o campeonato nacional da 3ª divisão. No entanto, não sabíamos como estariam física e tecnicamente (o último olheiro que enviámos para tirar informações do adversário ainda hoje continua desaparecido).

O jogo decorreu equilibrado com um resultado final que, apesar de tudo, nos foi desfavorável. O resultado final foi de 67-52. Ficou a sensação de que poderíamos ter alcançado a vitória. No dia 4 de Junho, quando vierem jogar a Braga, a vitória será nossa, concerteza! Terminado o jogo chegava o prolongamento. O local proposto seria O Lagar, um restaurante muito conhecido na zona.

Em virtude do desgaste físico, a sede era mais que muita. Adivinhava-se pois, um confronto difícil de desfecho imprevisível. O menu prometia: entrecosto grelhado na brasa, acompanhado de um belo tinto desta região duriense. Os nossos intensos treinos de jantaradas e copos teriam agora de dar os seus frutos. Optámos pelo ataque planeado marcando homem a homem o adversário que mais pontos converteu no jogo, José Sá, mais conhecido por Zé “Maluco”. A difícil tarefa de o defender coube ao nosso colega Paulo Margas. Estávamos confiantes!

Ainda o prolongamento (leia-se jantar) decorria e o Paulo não descolava da marcação cerrada homem a homem ao Zé “Maluco” (“- mais um penaltie...se és cá da malta, etc...), obrigando-o a uma retirada estratégica. De cabeça toldada pelos vapores etílicos do sumo de deus Baco, Zé “Maluco” não resistiu à pressão de tão forte defesa e retirou-se para a casa de banho do restaurante de forma a poder chamar o gregório em paz. A “alegria” era tanta que transbordou! Desde esse momento encontra-se desaparecido. Nunca mais foi visto!

“Dão-se alvíssaras a quem forneça informações que levem à descoberta do paradeiro do Zé “Maluco”. Desaparecido em combate no dia 15 de Abril, vestia calças de ganga com camisa e pullover e tinhas as suas feições brancas como a cal. Denotava um andar cambaleante e tinha a fala turvada e enrolada pela “emoção”. (O Público, 2005.04.17)

Rezam as crónicas de quem lhe conseguiu pôr a vista em cima após ter gregoriado que ele pretendia apenas abandonar o prolongamento sem dar de caras com ninguém. Percebe-se porquê... A sua timidez momentânea não lhe permitiria encarar a comunicação social de forma natural e esclarecida. Escondido, dirigiu-se à cozinha e daí saiu para o exterior, passando por detrás do balcão a gatinhar. Saiu literalmente de gatas! No próximo dia 10 de Junho irá ser proposta a sua condecoração ao Presidente da República para ser agraciado com a Grande Cruz da Torcida. O jantar continuava e já tínhamos uma confortável vantagem sobre o adversário. Guitarradas para lá, guitarradas para cá, entra o vinho do porto na mesa. Desapareceu um garrafão de 5 litros deste néctar!!!

O nosso colega Daniel, turvado pela “alegria” que reinava nessa altura, não aguentou a emoção e teve de abandonar o barco retirando-se para os seus aposentos do hotel. Pode assim gregoriar na intimidade, longe da comunicação social que cobria o evento.

Com o restaurante pelas costas dirigimo-nos a mais uma capela nocturna chamada Bom Amigo. Sempre acompanhados pela equipa adversária, entrámos no recinto e deparámo-nos com um ambiente ao rubro. Nelo Sexionista salta então para detrás do balcão logo tratando de nos brindar com um shot de cor (duvidosa) azul (ou não fosse ele um adepto do FCP). Como a sede era muita, umas cervejas depois dirigimo-nos à Biblioteca, capela emblemática da noite moncorvense. Livros?... nem vê-los! Mas felizmente as estantes estavam cheias de garrafas. Ò desgraça!...

Mais umas cervejas para a viagem e logo encontrámos novo artista entre nós. Salvador, entusiasmado com a nossa vantagem neste prolongamento, resolve surpreender-nos com um número de acrobacia. Adormeceu em cima de uma cadeira no mais perfeito estado de equilíbrio. Resultado: cama com ele!

A noite iria acabar na discoteca Olímpica. É um daqueles lugares onde ninguém vai quando se encontra no seu estado normal. Bragança “Maré Negra” seria o último a chegar ao hotel. Talvez por isso, resolveu brindar os seus colegas de quarto com uma sinfonia de roncos durante o resto da noite. Segundo o Paulo que dormiu ao seu lado, os decibéis eram tantos que as paredes tremiam. Nas próximas deslocações será difícil arranjar alguém com quem o Bragança possa partilhar o quarto...

A manhã seguinte seria para alguns de tratamento do corpo (já que as almas estariam, supostamente, perdidas). Como se impõe nestas alturas, o guronsan fez os seus milagres habituais. A chegada a Braga foi pacífica.

Pensamento final: a alta competição impõe regras exigentes, só atingidas através de um dedicado e assíduo desempenho nos treinos (principalmente os que se realizam depois das duas horas da manhã) - este é o nosso trunfo! Sem os nossos treinos das jantaradas nunca teria sido possível ganharmos este prolongamento de tão competitivo que foi.
 

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