
Rafting no MinhoSábado de manhã, 26 de Julho, 9 horas, mais coisa menos coisa, o grupo começa a reunir-se no Centro de Estágios de Melgaço. Recolhido o material individual (fato isotérmico, colete de flutuação e capacete), equipamo-nos a rigor para a descida e dirigimo-nos para o local da partida, em transporte da Melgaço Radical.
Saímos de Espanha, 16 km a montante do local de chegada nas Termas do Peso (Melgaço). No local, dividimo-nos em grupos de 6 elementos e é-nos atribuído um raft e um monitor. Após uma breve formação sobre rafting e sobre as técnicas de segurança próprias para águas bravas, uma pequena demonstração de que temos que começar a funcionar como equipa: há que descer o raft até à linha de água, através de um sinuoso caminho de terra.
O primeiro contacto com a água ajuda-nos a despertar: é fria. Passados alguns instantes, já ninguém se importa com a temperatura e os diversos rafts envolvem-se em guerras de água, enquanto esperam que todos se posicionem para a descida.
A descida é uma sucessão de rápidos, passagens estreitas e desníveis, mas também há momentos em que o rio é calmo, permitindo apreciar a paisagem e descansar. O Rio Minho é um local indicado para a iniciação ao rafting, e no Verão o caudal torna-o ainda menos revoltoso. Os monitores vão-nos dando diversas informações sobre a flora e fauna do rio, assim como sobre o diverso património construído pelo homem, transformando também a descida numa agradável formação. Nos momentos mais calmos, pudemos ainda sair do raft e acompanhar a descida do lado de fora.
Sensivelmente a meio do percurso, há um dos momentos obrigatórios, o mergulho, ou melhor, o salto, de um penedo situado na margem Galega. Visto de baixo, parece mais fácil, mas lá em cima não há quem não hesite. Ultrapassado o receio, são apenas uns breves segundos de grande adrenalina num salto para o Minho, com toda a carga simbólica que esse salto pode representar, para quem estudou numa universidade com o nome de uma região que se baptizou nesse rio.
Terminada a descida, recebemos um merecido reforço alimentar, com o qual sonhámos nos últimos quilómetros, constituído por um sumo e uma sandes de presunto. Transportados para o Centro de Estágios de Melgaço, aproveitamos um merecido banho de água quente.
Seguiu-se o almoço na Vila de Melgaço, onde todos os participantes receberam o respectivo Diploma e um Baptismo, no final do qual visitámos o Solar do Alvarinho, onde pudemos apreciar o Rei dos Vinhos Verdes.
No final, havia uma grande unanimidade: foi um dia bem passado e a repetir.




A AAEUM
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