
Caminhada AAEUM - Trilho do Castelo
Percorrendo o Trilho do Castelo da rede de trilhos pedestres Na senda de Miguel Torga da CM de Terras de Bouro, a sugestão é desta vez descobrir o território das freguesias de montanha os Monte de Santa Isabel.
A caminhada “possibilita um contacto directo com a riqueza arquitectónica rural, com a comunidade e tradição agro-silvo-pastoril”. Pelos bosques de vegetação espontânea a bordejar os campos agrícolas das aldeias serranas, ou pelos velhos caminhos, o percurso permite-nos a visitação do castelo de Bouro (antigo castelo roqueiro), do castro mau (lugar do imaginário mágico do colectivo das populações vizinhas), dos velhos moinhos hidráulicos e das aldeias de Seara e Campos Abades.
Uma caminhada de grande beleza e acessível.
Sobre o Castelo de Bouro
1.
"Tem esta serra muintos penedos e grandes o quoal chamam o Castello e assim se chama a dita serra e no dito penhasco no cimo delle faz um caminho à via aprazivel das partes penedos altos quazi semelhante a outro penhasco que chamam do Castro do lemites da freguezia de Santiago de Chamoim e só difere em nam ter tantos penedos e também nam ter cobertura por cima. Em hum e outro se acham muitos tejolos artificialmente feitos por naçoens barbaras antiguamente e duros como pedras."
«Memórias Paraquiais de 1758 - Covide» in Memórias e Imagens de Terras de Bouro Antigo Edição CM Terras de , 2001
2.
"Amplamente referenciado nas Inquirições de 1220 e de 1258, em relação ao qual praticamente todas as freguesias das cercanias tinham pesadas obrigações e encargos, o castelo de Bouro foi durante toda a Idade Média um ponto estratégico de defesa do acesso ao vale alto do rio Homem. Com a Portela da Amarela e a Portela do Homem, o castelo de Bouro constituia um triângulo de vigilância e defesa da importante via de comunicação de origem romana que penetrava no interior galego, a célebre "Jeira", a via XVIII do Itinerário de Antonino que se manteve em uso até bem entrada a Época Moderna. O castelo, uma construção elementar, aparentemente estruturada à base de madeira, que tinha que ser refeita praticamente todos os anos, foi erguido no topo do monte onde se aglomera um denso caos de blocos, a mais de 950 metros de altitude, numa implantação que, podendo considerar-se paisagisticamente espectacular, terá obedecido sobretudo a interesses geo-estratégicos. Daí se domina todo o curso do rio Homem, em particular o seu troço alto e a ligação natural ao vale do rio Cávado pelo talvegue Covide / Rio Caldo. A fortificação, de que apenas restam alguns panos muito derrubados da cerca que fechava os espaços entre os enormes blocos graníticos, deverá datar de finais do século XII e princípios do século XIII. Terá conhecido uma ocupação recorrente mas não permanente, servindo sobretudo em períodos de conflito. Pelas tipologia construtiva e de implantação fisiográfica, trata-se de um característico castelo dos primórdios da nacionalidade, igual a tantos outros que então se ergueram no Entre Douro-e-Minho no cume dos montes mais proeminentes. Com os desenvolvimentos modernos da arte da guerra, nomeadamente a difusão do uso da artilharia a partir do século XVI, o castelo de Bouro deixou de ter qualquer importância militar, devendo datar desse período o seu abandono. Do ponto de vista arqueológico o monumento está mal conservado."
"Luis Fontes, Arqueólogo"
grupo participante fotografado na aldeia de Seara já sem os companheiros que nos abandoram na hora do almoço




A AAEUM
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